Arquivo mensal: Março 2016

Preciso Eu de Ser mais Luminosa?

iluminada

Existe contudo algo que me confunde neste processo de terapias alternativas, e que se vem acentuando à medida que vou mais dentro deste processo: a necessidade de sermos mais luminosos.

 

Adoro terapias alternativas desde há muito tempo. Quanto mais estranhas melhor.

Adoro meditar ao som do tambor.

Adoro energia à distância.

Adoro sentir energias diferentes, que não faço ideia do que representam, mas também pouco importa.

As experiências com diversas terapias levaram-me ao trabalho de Educação Emocional, mais propriamente ao designado “Trabalho de Sombra”.

Fascinou-me desde o início, por sentir que eu queria ser demasiado perfeita, controlar demasiado, acreditar demasiado.

O trabalho com esta ferramenta permitiu-me ir mais dentro de mim, conciliando as situações passadas, ficando em paz com futuros que poderão não acontecer e estar mais em mim no que acontece no momento.

Deixar de acreditar que tenho de ser perfeita, para integrar a perfeição e a imperfeição, chegar ao todo e, aos poucos, largar o controlo que na realidade não tinha.

Existe contudo algo que me confunde neste processo de terapias alternativas, e que se vem acentuando à medida que vou mais dentro deste processo: a necessidade de sermos mais luminosos.

Mas o que raio é isto?

Temos de ser deuses, alinhados, incensados, benzidos e iluminados.

E se não formos?

Cruzo-me com pessoas que dizem trabalhar com ferramentas de anjos e arcanjos, dimensões infinitas e iluminadas, para a seguir dizerem que acham que existe alguém que é “do mal”, não desta forma, mas que é estranha e que “mexe em coisas estranhas”.

Mas o que raio é isto (outra vez)?

Será que não somos iluminados exatamente como estamos?

Sabemos o que sabemos no momento, tal como o outro. Somos iluminados em cada momento, mesmo que não tenhamos essa perceção.

E o que é isto de haver alguém que “emana energia negativa”?

Será que existem pessoas que são equivalentes a buracos negros do espaço?

Esses mesmos buracos negros que agora se suspeita que sejam portais para outros universos ou dimensões?

E se existirem pessoas assim, será que são pessoas negativas ou positivas?

Mas o que é isto (sim, outra vez)?

Talvez necessite mesmo de me tornar mais luminosa e iluminada nesta matéria. Confundem-me conceitos que colocam luminosos de um lado e, (como é que lhes posso chamar) escurecidos?!? do outro.

Se assim for, não será útil fazer parte dos escurecidos, dos que vão lá dentro, da cave, do sótão, dos armários e dos caixotes, que vasculham, que questionam “deixa cá ver onde é que isto vai dar”.

Dos que procuram e se encontram em pensamentos iguais aos outros, no coletivo, na inexistência do “quero, preciso e deveria”.

E no final, até pode ser que nos encontremos noutra galáxia, onde a luz e a escuridão se encontram e se fundem, um Yin e Yang, com uma pinta do oposto em cada lado, para nos lembrar que tudo faz parte do todo.

 

Tenho a certeza que isto lhe vai fazer bem.

fazem bem

Se gosto de fazer desporto e ir ao ginásio, o outro só é saudável quando faz o mesmo, mesmo que o faça de má vontade e com esforço? Será que isto é ser saudável?

 

Gostamos de partilhar as nossas experiências com os que nos rodeiam e temos a tendência de aconselhar os outros de acordo com essas experiências.

“Quando estive com gripe da última vez, experimentei umas sementes ótimas e fiquei bom de um dia para o outro. Vais ver que também te vai ajudar.”

Se ir ao ginásio me faz sentir bem, de certeza que o outro também se vai sentir melhor.

“Quando estive a fazer dieta, aquele programa fez efeitos fantásticos. De certeza que a amiga também vai sentir a diferença. E se não sentir, de certeza que está a fazer algo de errado.”

Mas será que o que serve para mim, também serve para o outro?

Tenho uma querida amiga cujo organismo não funciona muito bem com alimentos vegetais. A proteína animal é muito mais funcional para o seu corpo.

Então será que deveríamos ser todos vegetarianos, incluindo aqueles que se sentem mal a comer vegetais?

Ou será que o que pode funcionar comigo, não tem necessariamente de ser bom para o outro?

Se gosto de fazer desporto e ir ao ginásio, o outro só é saudável quando faz o mesmo, mesmo que o faça de má vontade e com esforço? Será que isto é ser saudável?

Partilhar experiências pode ser útil, mas vendê-las como verdades absolutas, sem ter em conta que a nossa realidade pode ser diferente da realidade do outro, poderá ser um remédio com vários efeitos secundários, que incluem conflitos e confusão.

 

 

Menos ZOOM se faz favor!

zoom

Focar e fazer ZOOM, é efetivamente um processo útil, que permite concentração naquela altura, mas o que acontece quando passamos o tempo obcecados com uma determinada situação, e nos esquecemos que existimos além do resultado do que pretendemos?

 

Durante muito tempo, julguei ser necessário ter o máximo de informação possível, estar em cima dos acontecimentos, e tomar decisões com base em toda essa informação.

Ficava focada numa situação, de forma muitas vezes obsessiva, sem ter em conta tudo o resto.

Até as situações que considerava importantes estarem resolvidas e de acordo com o que eu pretendia, dava pouca importância ao resto, reunindo todas as informações disponíveis sobre determinado assunto.

Focar e fazer ZOOM, é efetivamente um processo útil, que permite concentração naquela altura, mas o que acontece quando passamos o tempo obcecados com uma determinada situação, e nos esquecemos que existimos além do resultado do que pretendemos?

Eu esquecia-me muito de saborear a refeição que estava a comer.

Esquecia-me de parar de vez em quando para aproveitar a companhia da família.

Esquecia-me de olhar em volta, ao ponto de não perceber se estava um dia de sol ou de chuva.

Até ao momento em que aquilo a que não dava atenção começar a chamar por mim.

Sempre que ia de férias o filho ficava doente. Ou então era eu que adoecia e acabava por cancelar o que estava programado.

A quantidade de coisas que considerava importantes avolumaram-se de tal maneira, que deixei de dar resposta às solicitações.

A ansiedade e a frustração instalaram-se, até eu perceber que era muito difícil continuar a focar de forma obsessiva.

Ou mantinha o mesmo comportamento, ou fazia algo que ajudasse a melhorar a qualidade do dia-a-dia.

Encontrei ferramentas que me ajudaram a questionar o que me trazia tanto stress e tanta ansiedade.

Parar e avaliar o que é o pior que pode acontecer, pode ser uma forma de olharmos de maneira diferente para o que está a acontecer.

Olhar para outras situações que existem além daquela e relativizar o que acontece, é também muito útil.

Fazer menos ZOOM e olhar para o todo de vez em quando, permite-nos questionar a importância de estarmos presentes para nós e para os outros, de forma mais plena.

Eu quero…eu estou desejosa!

eu quero...

Eu quero…eu estou desejosa, leva-nos muitas vezes ao riso e ao choro, quando finalmente paramos para pensar no que temos andado a negar, e ponderamos vivenciar essa negação.

Uma das características deste trabalho de Educação Emocional consiste em desligar o piloto automático, através da inversão do que não queremos estar a viver naquele momento.

Quando eu vejo o outro lado do que se está a passar, vejo mais um bocadinho do todo, o que me permite eventualmente viver o momento com mais serenidade.

E isto não significa que tenha de aceitar o que se passa. Para mim, significa apenas que me posso afastar do assunto, como se fizesse menos ZOOM, criando desta forma o espaço para perceber o que é para fazer.

Eu quero…eu estou desejosa, leva-nos muitas vezes ao riso e ao choro, quando finalmente paramos para pensar no que temos andado a negar, e ponderamos vivenciar essa negação.

Como posso viver sem dinheiro, viver com raiva, viver a sentir que estou sozinha?

São as inversões do que não quero experienciar que, depois de pensadas, me libertam mais um pouco da negação de não querer o que está a acontecer.

Como seria o meu dia-a-dia se experienciasse o que acontece como uma aprendizagem? Será que julgaria algumas vivências como boas e outras como más, ou estaria mais atenta ao que se passa no interior, aproveitando mais cada momento em mim?

Sessões Individuais Sesimbra

sessões Sesimbra

As sessões individuais permitem-nos mergulhar no interior e encontrar lições que projetamos no dia-a-dia, e que nos bloqueiam a consciência das potenciais soluções que nos rodeiam, ajudando desta forma a encontrar a paz e o silêncio dentro de todo o ruído que incomoda.

E se tudo aquilo que necessito para ficar em paz estivesse sempre presente em mim?

Com base no trabalho da Escola Viva, de Emídio Carvalho, as sessões são dinamizadas pela facilitadora Ana Pifre.

Espaço Sol – Sesimbra
Rua António Sardinha, 6, loja esq., Bloco D – Santana

Sessões Individuais Amora

Sessões Amora

As sessões individuais permitem-nos mergulhar no interior e encontrar lições que projetamos no dia-a-dia, e que nos bloqueiam a consciência das potenciais soluções que nos rodeiam, ajudando desta forma a encontrar a paz e o silêncio dentro de todo o ruído que incomoda.

E se tudo aquilo que necessito para ficar em paz estivesse sempre presente em mim?

Com base no trabalho da Escola Viva, de Emídio Carvalho, as sessões são dinamizadas pela facilitadora Ana Pifre.

Espaço Nice Touch
Rua Dr. Emidio Guilherme Mendes Garcia nr. 28a Amora

 

Workshop à Procura do Outro Eu - Sesimbra

Neste Workshop iremos questionar o que pensamos sobre o Outro. De que forma tratamos o Outro quando achamos que não está presente para nós? O que pensamos do Outro nessas alturas?

Iremos também trabalhar estratégias que nos permitem ficar mais presentes para nós.

E se eu tivesse consciência de que o Outro faz o melhor que sabe a cada momento? Como seria o meu dia-a-dia?

Com base no trabalho da Escola Viva, de Emídio Carvalho, este Workshop será dinamizado pela facilitadora Ana Pifre.

Espaço Sol – Sesimbra
Rua António Sardinha, 6, loja esq., Bloco D – Santana

Valor: 35 euros

Inscrições
– aoencontrosilenciointerior@gmail.com
– espacosol.sesimbra@gmail.com