Arquivo mensal: Janeiro 2017

Retiro A Busca Interior

O Retiro “A Busca Interior” consiste num fim-de-semana de encontro individual dentro do grupo, onde poderá olhar para o que está debaixo das camadas que foram sendo construídas ao longo do tempo, para os medos, as vergonhas e as culpas que não permitem ficar em paz com os Outros e com a Vida.

O Retiro “A Busca Interior” proporciona uma paragem no ritmo diário para desligar o piloto automático e ficar mais presente para o momento.

“À medida que vou tomando consciência de que o momento presente é tudo o que existe, eventualmente poderei deixar as histórias que me acompanham e que me conduzem ao mal-estar e à dor, para haver lugar para o Ser Completo e em paz com o que está a acontecer.”

Orientado por Ana Pifre, autora do livro candidato ao Plano Nacional de Leitura “Pensamentos Incomodantes”.

Programa:

Dia 26 – sexta-feira: Receção a partir das 19 horas e até às 20 30 horas (pós jantar)

Dia 27 – sábado: Retiro

Dia 28 – domingo:  Retiro até às 13 00 horas. Partilha e fecho entre as 14 30 horas até às 16 30 horas

 

Data: 26, 27 e 28 de maio

Local: Azeitão

Investimento:

– 200,00 com alojamento e refeições (sábado e almoço de domingo)

– 160,00 sem alojamento (inclui almoço e jantar de sábado e almoço de domingo)

Desconto de 15% para anteriores participantes em Workshops e Retiros

 

Informações e Inscrições:

– Inscrições limitadas

– Reserva com pagamento de 50 Euros, até ao dia 15 de abril e o restante até 15 de maio

aoencontrosilenciointerior@gmail.com | 918112675

baiadalma@hotmail.com | 964769876

 

Arrumar a casa

Surpreendentemente, pareço ter mais tempo para os assuntos da agenda e não só.

Durante muito tempo vivi com a necessidade de estar em ambientes limpos e arrumados e com os pontos de agenda em dia.

Até aqui parece estar tudo bem, não fosse a necessidade obsessiva de cumprir tarefas da agenda, programas de limpeza e arrumações escalonadas.

Deixava de estar presente para o que na realidade era mais importante, para me dedicar à limpeza, muito em especial ao vício da arrumação.

Deixava de estar presente para a família e para mim, para ir fazer o que estava programado, não sei muito bem onde.

Até que dei por mim a questionar o que é que andava a fazer?

O que é que aconteceria se não fizesse isto nesta altura ou se simplificasse o processo?

Dei por mim a perceber que, surpreendentemente, o mundo não iria acabar apenas porque a tarefa que eu achava importante não tinha sido realizada de acordo com a minha agenda imaginária.

Imaginária porque, se a Vida não me dá tempo para fazer o que eu achava importante, é porque não tem assim tanta importância.

Hoje em dia as tarefas da agenda, de limpeza e arrumação são vistas com uma maior leveza.

Ao ponto de alterar a agenda para poder estar presente para um evento supostamente importante e esse evento não se realizar.

E, de repente, tenho tempo disponível para outra coisa qualquer. E isto pode ser saborear um almoço com uma amiga ou passar a tarde na minha companhia.

Surpreendentemente, pareço ter mais tempo para os assuntos da agenda e não só.

Afinal de contas, a casa está mais arrumada. Não a casa exterior, mas a interior, com o sótão e a cave bem mais arejados e com espaço para parar e saborear os imprevistos que surgem.

Com todo o prazer.

Hoje é o amanhã de ontem

Desta maneira, promovo uma paragem para chegar a uma maior consciência do Eu que está sempre aqui, presente para mim, completo e sem histórias, sem dramas, a viver a vida, tal como ela é.

 

Pensando bem, parece óbvio que hoje seja o amanhã de ontem. Contudo, será que temos a noção do que está a acontecer agora e qual a semelhança com os filmes que fizemos ao longo desse dia?

Será que temos a noção de que as preocupações de ontem, das histórias que começámos a contar, dos filmes de terror que imaginámos, na realidade não estão a acontecer no momento?

E o que estamos a fazer neste momento com as histórias que estão a ser contadas na nossa mente? Será que estou a acreditar que tenho esses problemas todos e que as coisas podem correr mal e que tenho de ter cuidado com o que se está a passar e que tenho de me precaver contra qualquer coisa e que…

E quando chegar amanhã, vou continuar a alimentar essas histórias, com as queixas e lamentações e preocupações?

Não consigo parar essas histórias e pensamentos, mas será que consigo parar-me e questionar? Parar para analisar se todas as histórias que fiz no dia anterior se concretizaram, ou se ficaram lá atrás, como histórias contadas na mente e nada mais.

Posso alimentar, queixar-me e ficar durante o tempo que não estou a dormir no muro das lamentações e das histórias de terror.

Ou posso parar e dar início a um processo de finalização dessas histórias.

E posso sempre escrever durante um dia inteiro as histórias que surgem e que me incomodam sobre o dia a seguir. E, no dia seguinte, posso ler essas histórias, e tentar perceber quantas é que se realizaram.

Desta maneira, promovo uma paragem para chegar a uma maior consciência do Eu que está sempre aqui, presente para mim, completo e sem histórias, sem dramas, a viver a vida, tal como ela é.

Experimente!

Os contos de fadas

Que partes de nós são as personagens do conto que nos metem medo, que nos envergonham e que nos fazem sentir culpa?

Vivemos muitas vezes desejando realizar os nossos contos de fadas, através do príncipe/da princesa encantados, ou através daquele prémio monetário ou do emprego de sonho.

Achamos que conseguimos ser felizes quando realizarmos esses sonhos e que nessa altura vai passar a correr tudo bem, no formato “e vivemos felizes para sempre”.

Mas será que já questionámos o que nos leva a colocar o bem-estar lá à frente, no futuro, condicionado com situações que não sabemos se irão alguma vez acontecer?

O que me leva a deixar este momento presente e fugir para outro lado qualquer, afastando-me de mim, que se encontra aqui e agora?

Fazer planos é útil e sonhar com aquela situação ou aquele cenário pode ajudar-nos a concretizar algo, mas quais são as histórias que conto quando me abandono e faço depender a minha alegria e serenidade do que está no futuro e no exterior?

Será que tenho a certeza absoluta que aquela pessoa me vai deixar feliz ou que aquele prémio é o que necessito para ficar feliz?

E será que conseguimos viver felizes para sempre? Ou será que a Vida é feita de dias que sucedem às noites, de marés cheias seguidas de marés vazias, repetindo-se em ciclos mais ou menos constantes?

Fugimos muitas vezes para os contos de fadas, para não pensarmos no que achamos não gostar, para irmos para um sítio mental, criado de acordo com o que acreditamos ser belo, certo e bom.

E o que abandonamos durante esta fuga? Que partes de nós não queremos ter presentes, que consideramos más, feias e erradas?

Que partes de nós são as personagens do conto que nos metem medo, que nos envergonham e que nos fazem sentir culpa?

O que é que isso significa para mim, aqui, neste momento?

De que forma posso transformar este momento presente num conto de fadas diferente, onde todas as personagens são completas, têm todos os lados, e todas as situações contêm algo de bom para mim.

Poderá ser uma lição, um sorriso ou uma lágrima, mas faz parte de mim neste momento.

Será que o conto de fadas continua a ser assim tão importante?

Ou será que este momento onde me encontro se transforma em algo de mágico, retirando a necessidade de me abandonar, para poder vivenciar as emoções que estão presentes.

Um novo ciclo

Desejos de Ótimas Entradas em Si mesmo em 2017!

A Vida faz-se através de ciclos. Ciclos mais pequenos que se iniciam dentro de outros, ciclos que se abrem e ciclos que se fecham.

O ciclo anual que acabou, foi para mim uma época de finais e de arrumações na casa interior. Foi uma altura em que a Vida me foi mostrando o que continuava a fazer sentido e o que já tinha cumprido o seu papel ao fazer-me olhar mais um pouco para dentro.

Olhar para o que ainda aqui está em piloto automático e me faz reagir sem parar, criando oportunidades e situações semelhantes às do passado, para que possa sentir esses padrões como convite a parar e olhar para o que estou a sentir.

E por vezes, continua a surgir aquela sensação de que isto é injusto, ou que a situação não deveria acontecer desta maneira.

E depois surgem as questões: será que isto é verdade? Porque será que estou a reagir contra o que está a acontecer? O que é que a Vida me está a mostrar de mim?

Mas este ciclo anual também deu origem a novas situações e oportunidades, que me permitem observar se sinto da mesma forma, ou se estou em paz com o  que acontece.

E no meio desta vivência de fechos e aberturas, posso optar por olhar para dentro ou continuar a julgar o que acontece como um turbilhão de acontecimentos que se sucedem uns aos outros, sem parar para sentir melhor as experiências.

Outros ciclos estão a iniciar-se, todos os dias, a todo o momento. Novas oportunidades para me tornar mais observadora do que acontece cá dentro e lá fora, com menos expectativas para o futuro e mais atenção no momento presente.

Mais atenção para este momento que está aqui, disponível para mim, com tudo o que preciso agora, para poder vivenciá-lo com curiosidade e abertura para cada situação.

Desejos de Ótimas Entradas em Si mesmo em 2017!