O gostar de mim

E emergiu um riso lá do fundo, ao surgirem pensamentos sobre não haver necessidade do gostar do outro para me sentir bem.

 

Um pensamento colou-se a mim um dia destes.

Não daqueles pensamentos que incomodam (e que são muito úteis), mas daqueles pensamentos que nos levam a outros pensamentos e nos fazem questionar porque é que estava a ter determinado comportamento com algumas pessoas.

E o pensamento surgiu de algo ouvido ou lido algures, nem me lembro bem como apareceu. Mas espreitou e fez-se ver e sentir.

E, de repente, aumentou a sua intensidade: “nem todas as pessoas vão gostar de ti”.

Sim, é verdade. Nem todas as pessoas vão gostar de mim.

E os pensamentos seguintes tornaram-se mais interessantes: “porque é que preciso que as pessoas gostem de mim?” “Na realidade, não preciso que o outro goste de mim “.

E com estes pensamentos a surgir, vieram as sensações de espanto e tranquilidade.

Sim, é verdade que não preciso que todas as criaturas gostem de mim.

Isto não significa que seja indelicada com algumas pessoas, significa apenas que não tenho nada a ver com o que o outro sente ou pensa de mim. Não é negocio meu, como costumamos dizer nesta ferramenta de educação emocional.

E emergiu um riso lá do fundo, ao surgirem pensamentos sobre não haver necessidade do gostar do outro para me sentir bem.

E vieram ainda mais pensamentos sobre a maluqueira que seria ter todas as pessoas do planeta a gostarem de mim.

E o riso aumentou.

Acho que se abriu mais uma das minhas caixinhas de crenças, que ficou mais limpa e desimpedida.

Afinal, existem pensamentos que se colam e nos deixam mais sorridentes.

1 comentário a “O gostar de mim

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