Amarrar os camelos

Contudo, quando prestamos atenção ao que vai no interior, mesmo que seja desconfortável, ganhamos a possibilidade de parar e sentir o que pode ser feito no momento presente.

 

Gosto de histórias pequenas, de contos e de parábolas.

Gosto da forma como parecem conter tanta informação em tão aparentemente pouco espaço verbal ou de escrita

E uma das parábolas que utilizo muito em trabalho de educação emocional é a parábola que fala do mestre que pede ao seu discípulo para amarrar os camelos antes de irem para a pousada. No outro dia de manhã, os camelos tinham ido embora e, quando o mestre questiona o discípulo, este dia que colocou os camelos nas mãos de Deus, ao que o mestre responde, mas nós somos as mãos de Deus.

No outro dia, durante uma sessão, surgiu a ideia de comparar os camelos ao tempo que temos disponível para nós. Será que amarramos os camelos, estando presente para o que está a acontecer, ou será que deixamos os camelos ir embora, lamentando o que já aconteceu ou fazendo futurologia sobre o que não sabemos se vai acontecer.

Deixamos o tempo presente correr, muitas vezes sem olhar para o que acontece, limitando-nos a responder em modo automático, permitindo que parte do tempo abale sem darmos conta disso.

Contudo, quando prestamos atenção ao que vai no interior, mesmo que seja desconfortável, ganhamos a possibilidade de parar e sentir o que pode ser feito no momento presente.

E isso, pode conduzir-nos às respostas que se encontram à nossa volta e que deixamos ir embora, pelo facto de nem sequer pararmos de vez em quando para as olhar.

E você, já amarrou os seus camelos hoje?

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