São histórias senhores! São histórias!

E, muitas vezes, entramos diretamente nestas histórias e achamos que são verdadeiras, sem pararmos para pensar se existem neste momento.

 

E aquelas maluqueiras que nos atacam logo pela manhã, quando estamos ainda muito ensonados, e nos deixam logo num verdadeiro estado de tristeza ou ansiedade?

Algumas surgem diretamente do passado, quando ficamos a matutar sobre o que aconteceu e não deveria ter acontecido.

Outras vêm de um futuro que não existe (o futuro é assim mesmo), e atormentam-nos de forma compulsiva, quando alimentamos estas histórias sobre o que deveria ou não ocorrer.

E, muitas vezes, entramos diretamente nestas histórias e achamos que são verdadeiras, sem pararmos para pensar se existem neste momento.

Não paramos para respirar fundo e para olhar em volta. Não paramos para perceber que, afinal de contas, existe o aqui e agora e existem as histórias que estão a desenrolar-se na minha cabeça.

E o que faz a diferença é a forma como acreditamos ou não nessas histórias.

Tal como no outro dia, quando me atrasei mais de uma hora para ir buscar o filho. Aparentemente ele estava acompanhado e nada indicava que algo estava mal, mas a ansiedade começou a crescer fortemente.

Curiosamente, antes de entrar nesta história de estou atrasada e tenho de me despachar, questionei porque é que sentia tanta ansiedade e o que era o pior que poderia estar a acontecer naquele momento.

Fez-se luz no momento em percebi que efetivamente o que estava a acontecer naquele momento era uma viagem de automóvel e que o resto não era real.

Respirei fundo, aproveitei aquela viagem e, quando cheguei ao pé do filho, ele estava tranquilo, bem-disposto e estava tudo bem.

Sem histórias e sem dramas sobre o que acontece, a vida parece fluir de maneira diferente.

Na realidade, a vida continua como sempre esteve. Eu é que a observo com outra perceção.

E este processo é gradual e vai sendo experienciado ao longo do tempo, se assim o entender.

Mas quando o faço, o que acontece ganha outro aroma. Ganha o aroma da tranquilidade e da disponibilidade para o que realmente está ali naquele momento.

 

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