É um estar bem porque sei que posso parar antes de responder e o outro também.
Parece simples, na verdade.
Mas aparentemente, passamos muito tempo a procurar lá fora o equilíbrio, para depois nos sentirmos bem, em vez de olhar para dentro para encontrar esse bem-estar, e depois ficar em paz com o outro.
Este estar bem comigo não significa sentir sensações positivas para todo o sempre, porque se for isso que busco, a insatisfação será quase permanente.
É um estar bem que me permite sentir todas as emoções e, se estiver desconfortável, permite-me dizer ao outro o que sinto e o que pretendo.
E se o outro não concordar, sei que são a opinião e a experiência do outro e que não temos de concordar.
É um estar bem porque sei que posso sentir alegria e tristeza, amor e raiva e que tudo faz parte deste estar aqui.
É um estar bem porque sei que posso parar antes de responder e o outro também.
E se sinto insatisfação e tristeza e raiva e dor, posso prestar atenção aos pensamentos que surgem e me conduzem a julgamentos sobre essas sensações.
Posso afastar-me e ficar comigo. Posso olhar para o que acontece na mente e no corpo e questionar.
É neste questionar que me encontro muitas vezes.
Será verdade o pensamento presente?
A história que estou a contar na mente está mesmo a acontecer?
E observo o que acontece.
Pode não acontecer nada.
E pode acontecer tudo.
Quando estou bem comigo, estou bem com o que me rodeia.

Palavras de Sabedoria, estas.