Vestir emoções

Se não julgar as emoções e as suas expressões que surgem, elas ficam presentes para me chamar a atenção de algo que é meu no momento e depois vão embora.

 

Neste momento tenho um sorriso vestido.

Se começar a pensar porquê, surgiu quase do nada, vindo de uma alegria.

E aqui está ele, sem justificações coladas ou necessárias. Apenas está.

E pode ficar durante algum tempo, ou pode desaparecer para dar lugar a uma lágrima ou um grito.

São todas expressões válidas para vestir, como formas de representar emoções.

E não quer dizer que este sorriso represente sempre uma alegria ou que o grito represente raiva.

As expressões podem trocar de lugar entre si, com sorrisos tristes e gritos de alegria.

Sem qualquer necessidade de justificar seja o que for, surgem as emoções e as suas manifestações diversas, que dão lugar às emoções e manifestações que vêm a seguir, num ciclo onde não existe esforço, mas sim fluidez.

Se não julgar as emoções e as suas expressões que surgem, elas ficam presentes para me chamar a atenção de algo que é meu no momento e depois vão embora.

E são todas válidas e fazem parte de mim.

Experimente prestar apenas atenção à emoção e à sua expressão presente no momento.

Veja agora quais os pensamentos que surgem relativamente a essa emoção e à sua expressão.

É um julgamento do tipo “não deveria sentir isto” ou “preciso sentir de outra forma”?

Posso sempre questionar quando tenho pensamentos que julgam. Será que são verdade? E qual a origem desse julgamento?

E posso também verificar a utilidade da emoção e da sua expressão.

Eventualmente, posso aprender mais sobre mim, e compreender que, na verdade, cada emoção e cada expressão são válidas e podem trazer mais uma mensagem de mim e para mim.

Que emoção tem vestida neste momento?

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