Comunicar no silêncio

É quando comunicamos connosco no silêncio exterior, que conseguimos chegar à origem do ruído interior.

 

Sentimos muitas vezes necessidade de dar resposta ao outro, ao que o outro me questiona e pede de uma forma quase imediata.

Gostamos de ter a “resposta na ponta da língua”, e pedimos aos que nos rodeiam que nos respondam rapidamente, para respondermos de seguida.

Mas será que ouvimos o que o outro nos diz?

Será que nos ouvimos através destas respostas imediatas e “cheias de razão”?

Se me questionar sobre o que me faz ter necessidade de ter razão e de dar estas respostas, o que poderá estar na sua origem?

Quando sinto desconforto no silêncio e na falta da resposta imediata, quais as histórias que estão a ser contadas na minha mente?

Qual o discurso que surge: “eu/o outro deveria fazer…” “eu preciso de…”?

Que tipo de sensações estou a esconder na resposta imediata e na necessidade de ter razão?

É na quietude que encontro o caminho para as respostas possíveis que nos conduzem a um maior conhecimento dos nossos gatilhos e do que nos move de forma automática.

É quando comunicamos connosco no silêncio exterior, que conseguimos chegar à origem do ruído interior.

E o que é aparentemente simples de se fazer, parece na realidade ser muito complicado: estarmos em silêncio e ouvir as histórias que vão acontecendo na mente.

Até que se torna num mecanismo útil e nos faz desligar os gatilhos vindos das histórias da mente.

E provavelmente as histórias irão continuar a surgir. Mas muda a forma como olhamos para elas e as deixamos ir.

Não preciso de deixar o outro a falar sozinho, mas posso sempre informar que vou pensar sobre o assunto.

Comunicar no silêncio poderá ser a ferramenta para desligar gatilhos que nos conduzem a reações automáticas e para encontrarmos uma maior serenidade interior.

1 comentário a “Comunicar no silêncio

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