E sim, é bom termos um farol que nos guia, não de forma inflexível, mas sim um farol que se ajusta à medida que o que nos rodeia vai mudando. Um farol que se adapta às marés e aos ventos.
Por vezes achamos que perdemos a orientação, que perdemos o norte.
Parece que nada lá fora nos ajuda a sentir aquela sensação de pertença, de estar num caminho, de ter objetivos definidos.
Como se fosse necessário ter uma linha orientadora para me sentir confortável ou em paz. Para sentir que está tudo bem e que sou merecedor de estar aqui.
E quando essa impressão desaparece ou sentimos que os outros conseguem saber para onde ir de uma forma que não consigo?
E quando a orientação que parecemos seguir nos leva ao que aparenta ser um sítio do qual não conseguimos sair?
Será que precisamos mesmo de ter estas orientações tão bem definidas?
Se acreditamos que precisamos de uma linha orientadora estruturada e imutável, onde julgamos errado tudo o que acontece fora dessa orientação, eventualmente surgirão muitos momentos frustrantes.
Existe o planeamento, onde tencionamos fazer algo no futuro e, se acontecer de maneira diferente, vamos ajustando à medida, de forma flexível, e existe a programação milimétrica da vida, que conduz muitas vezes a frustrações, ansiedade e birras quando as coisas não estão a acontecer conforme o que foi projetado.
E sim, é bom termos um farol que nos guia, não de forma inflexível, mas sim um farol que se ajusta à medida que o que nos rodeia vai mudando. Um farol que se adapta às marés e aos ventos.
E, no final, poderemos eventualmente concluir que chegámos onde era preciso chegar, sem os dramas da inflexibilidade e da rigidez.
Na verdade, os finais são muito semelhantes.
