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Eu sou agradável, não é verdade?

Será que preciso de vivenciar o prazer das coisas que gosto e da minha própria companhia através do prazer sentido pelo outro?

Pela minha experiência, passamos muito tempo a tentar agradar a todos ao nosso redor, tal como diz a expressão: tentando agradar a gregos e a troianos.

Desejamos que os outros validem as estórias que contamos acerca de nós e daquilo que consideramos ser nosso.

“Gostas da minha roupa nova?” “Gostas do novo filme do realizador X?” “O almoço que fiz está saboroso, não está?”

E se a resposta for negativa, como nos sentimos?

Quais os pensamentos habituais que surgem quando o outro não gosta da roupa, faz uma crítica, não quer ir ver o filme ou acha que o almoço não é nada de especial?

O que é que penso de mim quando o outro não diz que gosta do que desejo que goste? Será que fico indiferente ou, por outro lado, tento convencer o outro a gostar de mim e do que considero meu?

E será que preciso que o outro goste de mim da forma como eu quero e que goste das coisas que eu também gosto?

Será que preciso de vivenciar o prazer das coisas que gosto e da minha própria companhia através do prazer sentido pelo outro?

Ou será que a experiência e as emoções são sentidas por mim, independentemente do que o outro diz ou sente?

Será que posso ser eu o grego e o troiano a quem eu tenho de questionar sobre o que está a acontecer, tornando-me desta forma uma pessoa mais completa, numa maior sintonia.

E posso ter todas estas experiências também com o outro, sem a necessidade dos mesmos gostos ou opiniões. Sem a necessidade de vender ideias e emoções ao outro. Sem a necessidade de começar batalhas campais apenas porque existem diferentes opiniões sobre o assunto.

Posso começar a ser agradável para mim, independentemente do outro, não é verdade?