E aprendi que adaptar-me é estar no presente, e se isso significar fazer verificações de temperatura corporal e tomas de medicamentos, é essa a realidade do momento, sem acrescentar o stress da frustração, das reclamações mentais e das queixas.
Ir de férias nesta altura era o que estava programado. Pelo menos era o que estava marcado na agenda. Mas a Vida mostrou que não era bem assim. A garganta do filhote inflamou e as febres começaram.
De repente, toda a planificação destes dias mudou. A agenda passou muito rapidamente a ter marcadas as horas para as tomas dos medicamentos e os dias passaram a incluir as medições com o termómetro.
Não é a primeira vez que tal acontece, nem a segunda. Na verdade, é algo muito habitual desde que ele nasceu: são marcadas férias e, de repente, algo acontece e os dias são alterados.
Recordo das minhas frustrações quando ele era mais pequeno. Cumprir prazos e planificações era muito importante para mim. Mais do que isso, era prioritário.
Mas a Vida foi mostrando que o que estava na agenda não era assim tão importante, que o que estava programado por mim poderia esperar ou ser alterado.
E desta forma, aprendi que posso fazer uma de duas coisas: ficar frustrada porque o que achava que iria acontecer tinha mudado, ou adaptar-me.
E aprendi que adaptar-me é estar no presente, e se isso significar fazer verificações de temperatura corporal e tomas de medicamentos, é essa a realidade do momento, sem acrescentar o stress da frustração, das reclamações mentais e das queixas.
Eventualmente, a inflamação desaparece e chega a altura de irmos para outras paragens. E o tempo de convalescença foi aproveitado para estarmos na companhia uns dos outros. Não é para isso que as férias servem também?
